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Pesquisa de satisfação e NPS em escritório de arquitetura: quando, o que e como agir

A pesquisa de satisfação pergunta ao cliente, em momentos marcantes do projeto, o quanto ele recomendaria o escritório e por quê, e o resultado só serve se levar a uma ação. O NPS clássico pede uma nota de 0 a 10 e calcula a porcentagem de promotores menos a de detratores. Abaixo, quando perguntar, o que perguntar, como ler a nota, o que fazer com nota baixa e como o Zenial registra e resume as avaliações.

Atualizado em · Equipe Zenial · Como produzimos o conteúdo

Para que serve a pesquisa de satisfação em um escritório de arquitetura?

Projeto de arquitetura é um serviço longo e de relação próxima. Quando o cliente fica insatisfeito, em geral ele não diz: reclama com terceiros, atrasa decisões ou simplesmente não indica o escritório. A pesquisa de satisfação traz esse sinal a tempo de agir, e também mostra o que o escritório faz bem e pode repetir.

Em um negócio em que a indicação é uma fonte importante de novos clientes, saber quem recomendaria o escritório e por que é uma informação comercial, não apenas de qualidade.

O que é NPS e como se calcula?

NPS (Net Promoter Score) parte de uma pergunta: de 0 a 10, o quanto você recomendaria o escritório a um amigo ou colega? As respostas são agrupadas em três faixas.

Promotores

Notas 9 e 10: clientes entusiasmados, que tendem a indicar.

Neutros

Notas 7 e 8: satisfeitos, mas sem entusiasmo, e vulneráveis a uma alternativa.

Detratores

Notas de 0 a 6: insatisfeitos, que podem prejudicar a reputação.

O NPS é a porcentagem de promotores menos a porcentagem de detratores, sobre o total de respostas. Os neutros entram no total, mas não somam nem subtraem. O resultado vai de menos 100 a mais 100. Com poucos clientes por ano, como acontece em escritórios pequenos, um único cliente muda muito o número, e por isso a leitura de cada resposta, com o comentário, vale mais do que o valor da conta.

Não existe um número bom universal: ele depende do setor, do porte e de como a pesquisa é feita. Compare o escritório consigo mesmo ao longo do tempo, e não com números de terceiros.

Quando perguntar ao cliente?

Perguntar ao final do projeto é o mais comum, mas chega tarde para corrigir qualquer coisa. Em projetos longos, vale perguntar em marcos que fecham uma fase e deixam o cliente em condições de opinar.

  • Depois da apresentação do estudo preliminar ou do anteprojeto, quando o cliente já viu o primeiro resultado.
  • Ao fim da etapa de projeto executivo, antes de entrar na obra.
  • Durante o acompanhamento de obra, em um ponto médio.
  • Na entrega, quando a experiência completa já pode ser avaliada.

Evite perguntar no meio de uma crise ou logo depois de uma cobrança. E evite perguntar demais: um cliente que recebe a mesma pesquisa a cada mês deixa de responder.

O que perguntar na pesquisa?

Uma boa pesquisa é curta. Duas ou três perguntas bastam, e a segunda é a que mais ensina.

  • De 0 a 10, o quanto você recomendaria o escritório a um amigo ou colega?
  • Qual foi o principal motivo da sua nota?
  • O que poderíamos ter feito melhor ao longo desta etapa?
  • Opcional: o que mais te ajudou no andamento do projeto?

Pergunte sobre a relação e a experiência, não sobre o desenho em si, que é uma conversa diferente. O que se mede é a confiança no processo: clareza do que foi combinado, retorno rápido, cumprimento de prazos e transparência com custos.

O que fazer com uma nota baixa?

Uma nota baixa é uma oportunidade, desde que seja tratada em pouco tempo e com cuidado. A sequência abaixo costuma funcionar.

  • Agradeça pela resposta, sem se defender nem discutir a nota.
  • Entre em contato pessoalmente, por telefone ou reunião curta, em vez de responder por mensagem.
  • Escute o motivo até o fim e repita o que entendeu, para confirmar.
  • Combine uma ação concreta e um prazo, e registre o combinado.
  • Volte ao cliente depois da ação, para fechar o ciclo e checar a percepção.
  • Registre a causa e verifique se há padrão: o mesmo motivo em vários clientes é um problema do processo, não de uma pessoa.

Para notas altas, o caminho é parecido: agradeça, descubra o que foi bom e, quando o cliente estiver à vontade, peça uma indicação ou autorização para citar o projeto, sem insistência.

Quais são os erros mais comuns ao medir satisfação?

  • Perguntar só no final, quando não há mais o que corrigir.
  • Fazer pesquisas longas, que o cliente não responde.
  • Olhar só o número e ignorar os comentários.
  • Reagir a uma nota baixa com defesa em vez de escuta.
  • Não registrar o combinado e esquecer de voltar ao cliente.
  • Comparar o próprio número com o de outros setores.

Como o Zenial registra e resume a satisfação do cliente?

No Zenial, o escritório registra a avaliação no cadastro do cliente, na aba Perfil, Briefing e NPS 360°: uma nota de 0 a 10, a etapa, o projeto e o texto do cliente. O sistema não envia a pesquisa ao cliente pelo portal; quem pergunta é o escritório, e o Zenial guarda a resposta.

O resumo do cliente usa a média das notas registradas: média de 9 ou mais é classificada como promotor, de 7 a menos de 9 como neutro, e abaixo de 7 como detrator. Ele também mostra a porcentagem de avaliações com nota 9 ou 10. Isso difere do NPS clássico descrito acima, que não usa média, e por isso o número do resumo não deve ser lido nem comparado como NPS.

As réguas de automação têm um gatilho de nota baixa de NPS, mas a nota registrada à mão no cadastro do cliente não aciona a régua. Por isso, a ação com a nota baixa deve ser feita pelo escritório, como descrito acima.

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