Para que controlar as horas do escritório?
Quem vende projeto por preço fechado vende tempo sem perceber. Se o escritório não sabe quantas horas consumiu em um projeto, não sabe se ele deu lucro, não sabe se o honorário cobrado cobre o esforço e não tem base para precificar o próximo. O controle de horas transforma uma impressão em número.
- Custo real do projeto: horas vezes o custo da hora de cada pessoa, somado às despesas.
- Margem: a diferença entre o que foi cobrado e o que o projeto custou.
- Honorários futuros: quantas horas projetos parecidos consomem, para precificar com base na própria história.
- Planejamento: quanto a equipe entrega por semana, para aceitar ou recusar novos trabalhos.
- Conversa com o cliente: quando uma mudança consome tempo, as horas registradas sustentam a cobrança do aditivo.
O que registrar em cada apontamento?
Um apontamento útil precisa de poucos elementos: quem trabalhou, em qual projeto, em qual etapa ou tarefa, por quanto tempo e, de forma curta, o que foi feito. Mais do que isso vira burocracia, e menos do que isso impede a análise.
Projeto
A unidade de custo e de margem. Sem ele, a hora não entra em nenhuma conta.
Etapa ou tarefa
Permite comparar o previsto e o realizado por etapa e descobrir onde o tempo escapa.
Duração
Em horas e minutos, com um arredondamento simples para não perder tempo registrando segundos.
Descrição curta
Uma frase sobre o que foi feito ajuda a lembrar e a explicar o número depois.
Quem
Necessário para aplicar o custo da hora correto de cada pessoa.
Como apontar horas sem atrapalhar o trabalho?
O erro mais comum é deixar o apontamento para o fim da semana. Na sexta, ninguém lembra o que fez na terça, e o registro vira estimativa. Dois hábitos resolvem a maior parte do problema.
- Use cronômetro no momento do trabalho: inicie ao começar a tarefa e pare ao terminar ou trocar de atividade.
- Quando esquecer, faça o lançamento manual no mesmo dia, informando a duração ou o horário de início e término.
- Combine uma regra de arredondamento, por exemplo em múltiplos de 15 minutos, para que todos registrem do mesmo jeito.
- Registre também o que não é projeto, como reuniões internas e prospecção, em um centro de custo próprio; é o que explica a diferença entre horas pagas e horas faturáveis.
Como transformar horas em custo?
Cada pessoa tem um custo por hora: salário e encargos, ou o pró-labore, mais a parte da estrutura do escritório que ela consome, dividido pelas horas produtivas. Esse custo é interno e, em geral, não é informado a toda a equipe. Multiplicando as horas apontadas pelo custo da hora, chega-se ao custo de mão de obra do projeto.
Uma calculadora ajuda a chegar ao valor da hora de referência do escritório, e outra mostra a margem de um projeto a partir dos custos e do honorário.
Calculadora de valor da hora do escritórioCalculadora de margem por projetoCalculadora de ponto de equilíbrio do escritórioComo ler as horas apontadas?
Os números só ajudam se forem lidos com uma pergunta. Algumas perguntas funcionam bem em uma revisão mensal ou ao fim de cada projeto.
- Quanto cada etapa consumiu em relação ao previsto, e por que a diferença.
- Qual foi a margem do projeto, e qual teria sido se as horas extras de revisão tivessem sido cobradas.
- Que projetos consomem mais horas por metro quadrado ou por tipo de serviço, para ajustar a proposta.
- Quantas horas faturáveis cada pessoa registra, e quantas horas vão para atividades internas.
- Onde há retrabalho recorrente: a mesma etapa estourando em vários projetos é sinal de processo, não de azar.
Com poucos projetos, evite concluir demais de um único caso. A leitura fica mais confiável à medida que o histórico cresce.
Quais são os erros mais comuns no controle de horas?
- Apontar tudo no fim da semana, de memória.
- Registrar só o que parece produtivo e esconder o tempo perdido, o que mascara a margem.
- Usar o controle para vigiar pessoas, e não para entender projetos: a equipe passa a registrar o que convém.
- Não separar horas de projeto das internas.
- Medir sem agir: horas registradas que ninguém lê.
- Aplicar um custo por hora único para todos, ignorando a diferença entre funções.
O ponto de partida é explicar à equipe para que o controle serve: não é para cobrar tempo de cada pessoa, é para precificar melhor e proteger o escritório de projetos que não se pagam.
Como controlar as horas no Zenial?
No Zenial, o cronômetro Apontar está nas tarefas e no projeto, e um cronômetro flutuante acompanha a pessoa pela tela, com pausar, retomar, descartar e ajustar os detalhes. Ao parar, o tempo é lançado arredondado em múltiplos de 15 minutos. Também é possível lançar manualmente, por duração ou por horário de início e término.
Na aba de horas do projeto, a direção do escritório vê o custo da equipe, as horas restantes antes de comprometer a margem alvo, as despesas, o lucro líquido e a margem, uma projeção da margem ao fim do projeto e as horas previstas contra as realizadas por etapa. Para os demais membros, a mesma aba mostra apenas o apontamento, sem horas acumuladas nem valores. O custo por hora vem do cadastro de cada membro; sem ele, o sistema usa um valor padrão por função ou do escritório, que convém conferir.
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